Bloco 01
Interoperar
Os sistemas de saúde passam a trocar dados no padrão nacional, o HL7 FHIR. É o mesmo que o decreto federal adotou para a RNDS.
Campanha cívica · Saúde pública
São três da manhã. Um homem chega à emergência com dor no peito, faz exames, um eletrocardiograma, recebe medicação. Piora, e precisa ser transferido às pressas para um hospital de maior complexidade. A ambulância corre. Com ele vai uma guia de transferência preenchida à mão, um resumo apressado do que aconteceu. Os exames, as imagens e os resultados completos ficam para trás, no sistema da unidade de origem.
Do outro lado, o médico recebe um paciente grave e um papel manuscrito. Não tem acesso ao eletro que já foi feito, ao resultado do sangue, à dose exata que já foi aplicada. Na dúvida, refaz. Repete exame, repete espera, enquanto o relógio corre contra a vida daquele homem.
Isso se repete todos os dias, no Paraná inteiro. Não por falta de tecnologia, nem de dinheiro. O prontuário eletrônico com toda a informação existe, ele só não atravessa de um hospital para o outro.
Este projeto faz o prontuário viajar junto com o paciente.
Hoje, quando um paciente é transferido, o hospital de destino recebe um resumo em papel e um telefonema. O registro completo, com exames, imagens e medicações, continua trancado no sistema de onde ele saiu. Cada hospital tem o seu próprio sistema, e esses sistemas não conversam entre si.
A proposta corrige isso com uma regra simples. No momento em que a transferência é aprovada, o sistema de origem gera automaticamente um resumo clínico completo, com tudo o que foi feito, e o envia para o hospital de destino antes mesmo de a ambulância chegar. Quando o paciente entra pela porta, o médico já viu o histórico dele na tela.
Para isso funcionar, os sistemas precisam falar a mesma língua. Essa língua já existe e é um padrão nacional adotado pelo Ministério da Saúde. O Brasil já construiu essa estrutura; o que falta é obrigá-la a ser usada no momento mais crítico, o da transferência de urgência. É exatamente isso que a lei faz.
A lei é enxuta de propósito. Ela obriga quatro coisas:
Bloco 01
Os sistemas de saúde passam a trocar dados no padrão nacional, o HL7 FHIR. É o mesmo que o decreto federal adotou para a RNDS.
Bloco 02
Toda transferência de urgência gera um resumo clínico que chega ao destino junto com o paciente.
Bloco 03
Todo acesso ao prontuário fica registrado: quem viu, o quê, quando. LGPD de ponta a ponta.
Bloco 04
A regulação estadual ganha visão em tempo real das transferências e dos gargalos da rede.
O texto integral do Projeto de Lei está em redação final e vai ser publicado nesta página.
Nenhum número deste site foi inventado. Os que sustentam a proposta:
O dossiê completo, com metodologia e todas as referências, sai em PDF nesta página.
Me chamo Matheus Vuicik, tenho 24 anos e sou empreendedor em Curitiba. Cheguei a esse tema pela tecnologia. Enquanto desenvolvia o site sobre a construção do HCzinho, o novo hospital pediátrico do Paraná, acabei em contato com pessoas que trabalham na gerência do Hospital de Clínicas. Num desses contatos, alguém comentou como um paciente transferido de uma unidade para outra costuma chegar sem o histórico clínico, obrigando a equipe a recomeçar exames que já tinham sido feitos. Aquilo me chamou a atenção. Fui atrás para entender o tamanho do problema e enxerguei uma melhoria possível, concreta e barata. Estudei a fundo, aprofundei durante minha formação na Academia MBL, e o que era uma curiosidade virou esta proposta de lei.
2025
Entender como funciona a transferência de um paciente no SUS vira um incômodo que não passa. Começo a anotar.
2025 → 2026
Levantamento dos dados com fonte, estudo do marco legal da RNDS e do mapa de maturidade digital dos hospitais.
2026
Conversas com a gestão do Hospital de Clínicas para testar a proposta contra a realidade de quem recebe paciente todo dia.
Jul/2026
Esta página entra no ar para explicar a proposta em linguagem simples.
Próximo passo
Texto final do PL protocolado e busca de parlamentares dispostos a pautar.
Se você é parlamentar, assessor, gestor de saúde ou jornalista e quer levar isso adiante, entre em contato. Respondo pessoalmente.
Se você é qualquer outra pessoa, assinar o manifesto e compartilhar a página já ajuda a proposta a avançar.
matheuseduardovuicik@gmail.com